Quando tudo está muito complicado, estico minhas pernas, olhos para os meus pés calçados com um All Star surrado e penso "CERTEZA É O CHÃO DE UM IMÓVEL. PREFIRO AS PERNAS QUE ME MOVIMENTAM" (N. REIS)

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

CONFISSÃO

POR MARI MONTEIRO


Não sou uma pessoa tolerante à dor. Talvez quisesse ser. Já tentei. Mas, biologicamente, algo me impede de tolerar a dor física. Involuntariamente, fico pálida e vomito sem parar até ser medicada.Confesso que , neste momento, estou tentando uma nova postura: escrever sobre a dor... e COM DORES. Olho-me no espelho  e que vejo, sem exageros, é uma cópias em preto e branco do que sou. O espelho não mente e nem os meus olhos. Meu olhar empalidece junto com minha pele. Admiro as pessoas fortes. A minha mãezinha é meu MAIOR EXEMPLO. Nem saberia o que fazer se a visse sentindo uma dor mais forte. Tenho muito medo de presenciar isso. Me lembro de que sou assim desde a infância. O que deveria ser uma simples dor de cabeça, para mim era motivo de me trancar no quarto...escuro... Dizem que quando somos mães, nos tornamos mais fortes. Ainda não consegui esta proeza. Ao contrário, a cada vez que o Daniel adoecia, eu pedia a Deus que aquela dor fosse minha. E, como num encanto, um milagre mesmo, ele ia se aquietando. Quanto a mim. Não ficava impune  a dor vinha e castigava. Mas me sentia feliz ,pois MEU FILHO DORMIA TRANQUILAMENTE.

Não quero que pensem, nem por um momento, que sinto-me diminuída por confessar minha aflição. Ao contrário, reuni muita coragem e ousadia para dividir esta confissão com meus amigos leitores...

A parte mais difícil disso tudo é enfrentar  a desconfiança das pessoas. Aquele velho clichê: "Isto não é nada, já vai passar!". Mas, comigo é diferente. ELAS ENXERGAM A MINHA DOR NA MINHA FISIONOMIA E NA COR DA MINHA PELE. Gostaria muito de ter tempo para estudar sobre isso. Não devo ser a única. Quero mudar e me tornar mais forte. Sou forte em tantas outras situações, em tantos enfrentamentos, lutei e venci.

Enfim, devo confessar que a ideia de vir escrever para "disfarçar" ou minimizar a dor NÃO FUNCIONOU. Porém, algo em mim está mais leve. Deve ser o fato de ter podido COMPARTILHAR minha angústia. Mas, não desistirei... enfrentarei.... Não me envergonho da minha confissão. Pois, como diz um dos  meus escritores favoritos: “Dói. Se me perguntarem o que acontece, só saberei responder isso: dói. Se me perguntarem onde é a dor, ainda assim só responderei: dói. Tudo tem a ver com aquele grito reprimido, aquele sonho escondido, aquele choro nem sempre contido: dói. Aquela vontade de cortar a garganta para não poder gritar. Aquela vontade de arrancar os olhos só pra não poder ver. Aquela vontade de esmagar o coração só para não poder sentir. Mesmo com todas essas coisas incapacitadas ainda assim doeria. Porque não está na garganta, nos olhos, no coração. Está em toda parte.”
Caio Fernando Abreu.

domingo, 23 de junho de 2013

PREFIRO SER FELIZ...

Por Mari Monteiro


Não se deixe enganar pelo título desta crônica. Quando tenho razão, posso argumentar durante a noite toda. Porém, existem algumas regras: se ouvir um grito, paro imediatamente a conversa (os argumentos devem ser forte e não o tom de voz); minha paciência para ouvir é imensa (sou praticamente a versão feminina de Dalai Lama... hhahahha); mas não cometa injustiças perto de mim... viro bicho (um bicho educado; mas que não deixa nada barato... e nem pra depois). Costumo dizer que tudo que não EXPLODE, IMPLODE. Então, quando sinto algo injusto ou por demais arrogante e descabido, se eu não disser, literalmente, vomito. Acho mesmo que isso é uma ordem que meu cérebro dá ao meu estômago: " NÃO ENGULA ISSO!"


Mas, nem sempre brigo pela minha razão até o fim.  Há coisas infinitas mais VALIOSAS do que ter razão. Então... às vezes, eu cedo. Aprendi isso a duras penas, sentindo arrependimentos  (um dos piores sentimentos que podemos sentir, porque o que está dito já era...). Então, agora, quando percebo que vai dar merda... que vou chorar pelo leite derramado... interrompo minhas argumentações. Em certos casos, por amar demais quem está falando comigo; em outros, porque a pessoas tem tantas VIRTUDES, que não valeria  a indisposição e o desconforto.



Enfim, sempre que tiver que optar entre a razão e a felicidade, não pensarei duas vezes! Mesmo porque já tive provas de que , na maioria das vezes, é só uma questão de tempo... para provar minhas (suas) teorias. E, finalmente, aprendi também que o SILÊNCIO GRITA MAIS ALTO QUE QUALQUER ARGUMENTO. E tem mais. A gente aprende, com o tempo, a  argumentar apenas com um olhas mais demorado...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

EU POR MIM MESMA

POR MARI MONTEIRO
Como qualquer mortal, às vezes, me encontro numa frase ou outra de algum autor renomado ou em trechos de música. Não vou negar. Sinto certa felicidade quando isso acontece. É uma sensação de não estar sozinha; de pensar: “Alguém mais pensa assim.” E isso é, no mínimo, confortável.  Mas, de uns tempos para cá venho sentindo uma necessidade inquietante de tentar me definir, neste momento, pois tenho consciências de que amanhã (ou no momento seguinte) serei diferente.  Mas a essência, ao menos isso, eu preciso conhecer em mim... E essa “parte” não muda assim tão facilmente. Então, vamos lá à árdua tarefa.

Essência: preciso esclarecer que entendo como essência aquilo que prevalece apesar dos impulsos, das quedas, das decepções, das dores e da alegria efusiva de um momento. É o que mora em mim. Deve ter nascido comigo e seguirá até o fim... Pois, creio que a essência é O PRESENTE DE DEUS quando viemos para este mundo. E quem olhar no fundo dos meus olhos a reconhecerá.

Sou TEIMOSA de nascença. Do contrário, não estaria aqui escrevendo. Teria sucumbido a tantas intempéries.

Sou dotada de grande quantidade de AMOR. Eu amo, amo, amo... E ele não tem fim. Amo todas as pessoas, de diferentes formas e intensidade, até que se prove o contrário. Quando se prova o contrário, se instala em mim um sentimento nada nobre: a indiferença.

Tenho facilidade para perdoar os erros das pessoas, mas não para esquecê-los. Quando leio que perdoar não é esquecer, sinto-me confortável... Porque acho meio ilógico você esquecer as dores, as ofensas... Porque sempre que olhos no espelho lá estão elas: as cicatrizes que tem dupla função: lembrar-me dos fatos e me dizer: “VOCÊ SOBREVIVEU E HOJE É MAIS FORTE!”.

Sinto MEDO de muitas coisas: da solidão; do desamor; do desafeto; da violência; da indiferença e das perdas das pessoas que amo.

Não gosto de pessoas submissas, que vendem barato o que não tem preço, não gosto de gente morna, omissa, covarde, que fala apenas pelas costas; não gosto de gente que bate com GRITOS. E que não tem a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Gosto de pessoas HUMILDES, simples de coração, feito minha Tia Guinha (minha segunda mãe); minha mãe, meu filho ( que é meu pai e meu irmão mais velho de tanta sabedoria que carrega). Cuja sabedoria não vem da escola, mas da vida. Gosto de gente que não mistura as coisas e desconta no outro sua ira. Gosto de gente que sorri com os olhos; de gente bem humorada, cujas mazelas da vida lhe tiraram quase tudo, menos a alegria de viver!

Sofro de INGENUIDADE CRÔNICA. Parto do princípio de que todo mundo é naturalmente bom... e que, com o tempo, infelizmente, vou reconhecendo que não é bem assim; mas, avisei, é um mal crônico.

Gosto de chorar quando tenho vontade: choro de dor (física espiritual), de saudade, de tristeza, de decepção. Confesso que isso acelera meu bem estar, é como um ritual de purificação... Adoro rir. Tenho riso fácil. Rio das minhas próprias intempéries; gosto de gargalhar quando não dá pra segurar... E de chorar de alegria: uma das sensações mais gratificantes que conheço.

Enfim, não foi nada fácil “dizer tudo isso”. Virei-me literalmente do avesso e, para aqueles que me acham uma chata, um beijo e um queijo. Para aqueles que me conhecem há algum tempo, sabem que sou EXATAMENTE assim. Está escrito nos meus olhos.
Para aqueles que ainda não me conhecem: “Prazer, Mari.”


(Outono, Madrugada de segunda –feira, 17/06/2013)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Permissão para um passeio II - O retorno

Por Mari Monteiro
Tardou. Pareceu uma eternidade. A sensação física não era pior que a espiritual. No meu peito, obviamente, um vazio. Engraçado (apenas ligeiramente engraçado), é que este vazio era maior que o espaço ocupado pelo meu coração. A ausência do som costumeiro feito por ele, num velho ritmo conhecido, era ensurdecedora, irritante até. Mas isso tudo era, digamos, suportável, talvez pela previsibilidade da física e da biologia.

Mas, confesso, a ausência espiritual foi algo quase insuportável. Digo “quase”, porque, caso ele se demorasse mais alguns segundos, eu não estaria mais à sua espera. Teria descumprido a promessa. O fato de conhecer sua ausência física agravou o vazio espiritual e potencializou todas as demais preocupações. Sim. Preocupei-me com as aventuras dele fora do meu corpo. Pensava coisas descabidas (ou não!) como: “estaria ele sentindo frio?”; “Sofrido algum arranhão”; “Encontrou-se com outros corações a vagar por aí e esqueceu o caminho de volta?” Sabe como é.  Estamos falando do MEU coração, portanto...

O que mais atordoava meus pensamentos era a expectativa acerca dos pedidos que havia feito a ele (aqueles sobre voltar “leve”, carregando apensa o que valesse a pena). Pensava na possibilidade de ele voltar mais pesado ainda ou, pior, tão leve e vazio que estranhasse o espaço que deixara em meu corpo. Por vezes seguidas perdi o sono, perdi a fome, perdi as lágrimas e o riso.

Apesar de ciente de que esta era uma experiência, acima de tudo, atemporal, na minha pele e na minha mente, ele estava fora há décadas. O que consistia mais um motivo para que ele voltasse diferente, preferencial e ousadamente do jeito que havia lhe sugerido. Mas, há um pequeno detalhe: a vontade própria do meu coração que, até então, não conhecia.

Num dado momento, quando já não suportava mais minha respiração artificial, sem profundidade, deitada de costas n aminha cama, sinto algo sobrepor-se ao meu peito como que rasgando a pele, rompendo músculos, quebrando ossos e remexendo tudo dentro de mim para acomodar-se. Ele estava de volta. E, do modo como retornou, deveríamos, no mínimo, ter um dedo de prosa (como diria minha avozinha).

Certamente, um tanto desconfortável com uma dor suave que se espalhava pelo meu corpo inteiro eu decidi iniciar a conversa. Sabia. Deveria ser direta. Tinha pressa em saber de tudo e, mais, em me livrar da angústia de conjecturar como seriam meus sentimentos de agora em diante. Primeira fala:

 - Por que chegou assim, de surpresa?
- Não me disse que precisaria de permissão para retornar.
- É. Não disse.
- Além disso, já havia feito muito mais do que me pedira que fizesse.

Este “muito mais” causou uma pontada gélida no meu umbigo. (Um-bi-go... não sinto frio no estômago como todos, mas no umbigo..., mas isso é uma outra história). Continuei o que mais parecia um interrogatório. Mas eu não queria interrogar meu coração, queria conversar com ele. Assim, decidi ser mais branda e ouvir mais do que falar.

- Pois, bem meu saudoso e amado coração, me conte tudo que viu, sentiu e ouviu.
- Primeiro, senti muito frio fora do seu peito. Não sabia o que era sentir frio. Depois, senti muita solidão, também não sabia o que era isso. A luz lá de fora quase me cegou, pois até então, só enverguei através dos seus olhos e você sempre os protegeu da luz muito forte. Para tentar entender o que estava acontecendo comigo, tracei uma estratégia de sobrevivência sem você. Aproximei-me de outros corações. Cada novo instante me apegava a um coração diferente. Às vezes, mais velho que eu, ou mais jovem, mais ou menos feliz que eu, mais ou menos apaixonado.

- Isso deve ter sido incrível pra você. Imagino que você, depois desta “longa” aventura, tenha se tornado um coração mais sábio e, conseqüentemente, tenha sido capaz de fazer tudo que lhe pedi.

- Não se engane minha querida. Estou mais sábio, sem dúvida, mas nem por isso mais capaz de atender seus pedidos.
- Como não?
- Descobri que, um coração não é tão diferente do outro assim. O que mudam são as prioridades de cada um. E, quanto a isso, você, que é meu “abrigo” e seu espírito tem uma grande parcela de responsabilidade. São vocês quem decidem o que ocupa maior espaço em nós.

- Não concordo. Muitas coisas que sinto – como as dores de amores, por exemplo – não foram escolhidas. Ninguém em sã consciência deseja sofrer de amor, deseja perder um ente querido ou padecer da dor da saudade.

- É justamente a ordem e os espaços que você estabelece para os sentimentos e para as pessoas aqui dentro que desencadeiam todas as lágrimas... Ou todos os risos. Conheci corações, cujas prioridades são as coisas. São corações embrutecidos, não tem muitos amigos e moram num corpo que não sorri, possui uma fisionomia sombria e carrancuda, acha que todos o perseguem e desconfiam de toda e de qualquer aproximação. Outros corações reservaram amplo espaço para a generosidade, para o amor incondicional, para a tolerância. Estes são os mais felizes. Habitam corpos sorridentes e luminosos, corpos que também choram, mas o choro justo e não medíocre ou oportuno de muitos. Estão sempre rodeados de amigos. Amigos VER-DA-DEI-ROS. Conheci também um terceiro tipo de coração, o qual considerei mais pernicioso que o primeiro: o coração indiferente. Nele há espaço para tudo e para nada. Entra e sai quem quer. Nada ali cria raízes ou deixa suas marcas boas ou ruins. Tudo nele é superficial: a cor é um vermelho descorado, não bate com força, não quer companhia. Ele não está, de verdade, habitando aquele corpo e aquela alma. Tive medo deste coração. Afastei-me logo dele.
- Isso é triste. Dói.
- Mas, enfim, quanto ao que combinamos quando parti, como disse, não depende de mim a leveza ou o peso que sente no seu peito, escolher a quem amar mais ou aquém querer menos. Porém, sinto – me feliz em retornar para teu peito.

Nesse momento, senti um aperto diferente no peito. Não era aquele aperto de angústia. Era um aperto que mais parecia um abraço. Meu coração me abraçava. E pude experimentar uma sensação ímpar de gratidão e de afeto tão fortes que não parecem deste mundo. Por fim, ele disse.

- Eis me aqui de volta. Também tenho livre arbítrio e decidi voltar para você, para seu corpo que me abriga e para seu espírito que me acolhe. Aqui sempre coube um pouco de tudo que encontrei de bom “lá fora”: generosidade, amor incondicional, paixão (embora muitas vezes, você quebre a cara, mas mostra sua ousadia), um tanto de tolerância, quase nada de ganância (o que pode até ser ruim dependendo do ponto de vista, se bem que, no momento final, seremos apenas “nós”... nada material estará conosco...). Ah!!! Estava me esquecendo. Voltei, principalmente, porque aqui ainda há espaço de sobra pra você acomodar muitos outros sentimentos e pessoas... Quanto a mim, posso prometer ajudá-la. Serei seu guardião. Sempre que alguma mágoa quiser se alojar aqui dentro, tratarei de expulsá-la. O rancor, o desamor, o egoísmo e todos os sentimentos que minam “nossa casa terrena” e que impedem que perdoemos que amemos desinteressadamente e que vivamos plenamente não encontrarão moradia aqui... E olha que não será tarefa fácil. Mas, aprendi a te amar e farei isso por NÓS!

- De minha parte, também farei uma promessa. Manterei meu corpo em festa. Assim como havia prometido quando você partiu. Com muitas cores  e muito brilho no olhar. Pedirei o mesmo ao meu espírito. Sei das dificuldades de cumprir tal promessa, mas é aí que reside o desafio. Você voltou por amor a mim. E farei isso por amor a todos aqueles que se aproximarem. Creio que estaremos bem assim... Não acha?
- Só mais um pedido... Posso?
- Todos!
- Não me peça mais para deixar teu corpo, apenas cuide de mim, do seu espírito e, aí sim, estaremos bem!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Por Mari Monteiro

QUE GRATA SURPRESA... ENCONTREI CASUALMENTE UM DOS MEUS TEXTOS PREFERIDOS DO CAIO. QUE DELÍCIA REVISITÁ-LO HOJE!!! 

Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.
Tá me entendendo?

Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.

Caio Fernando de Abreu

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♥♥♥ Ao meu paizinho amado ♥♥♥

Trecho do filme: "Do outro lado da nobreza"

Trecho do filme: "Do outro lado da nobreza"
“Cuidaremos um do outro (...). No Reino do Mar há um vale onde são guardadas as coisas perdidas da terra: reinos perdidos; posses perdidas; horas perdidas e amores perdidos. As pessoas vão até lá procurando atos e dias perdidos e ficam surpresas por encontrarem um pouco de juízo perdido, simplesmente, porque nunca deram por falta dele.”