"A tempestade que chega é da cor dos teus olhos castanhos... então me abraça forte. Me diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo." (Renato Russo). Eu aqui no meu quarto, sozinha, ouço a chuva forte que bate na janela. Um som rouco de trovão me sacode pelos ombros e convida pra dançar. Com ele meus pensamentos bailam soltos, leves e densos. Há muito tempo não ouvia este som. Gosto dele. Uma doce melancolia ocupa meu tempo agora. No meu corpo, leves arrepios eriçam os pelos finos e macios dos meus braços. De certo, desejam um abraço morno nesta noite fria e chuvosa. Me agrada pensar que estou confortável e leve. Ao mesmo tempo, inquieta. Não fossem as convenções hipócritas somadas à minha falta momentânea de coragem, sairia pra chuva, me deitaria sobre o asfalto morno e lá ficaria até encharcar corpo e alma... pra esta chuva lavar, levar e livrar-me de todo mal... Amém!Noite de chuva forte e incessante de 27/09/2010
