Quando tudo está muito complicado, estico minhas pernas, olhos para os meus pés calçados com um All Star surrado e penso "CERTEZA É O CHÃO DE UM IMÓVEL. PREFIRO AS PERNAS QUE ME MOVIMENTAM" (N. REIS)

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

E se???

Por Mari Monteiro
Às vezes,  penso que vivemos breve demais, correndo demais... vivendo de menos!


Por que não nos demoramos nos olhares dos outros quando falamos? 


Por que não pensamos mais sobre o que ouvimos? E sobre o que falamos? 
Por que não ouvimos o som da nossa própria voz?Certamente, gritaríamos menos, falaríamos palavras menos ásperas e mais pausada e serenamente.

Penso também no último instante de cada um de nós. Como fazê-lo perdurar o bastante para um derradeiro olhar nos olhos de quem amamos? Impossível, creio.
Inevitável, assim, pensar que precisamos URGENTEMENTE viver com MENOS URGÊNCIA e com mais, muito mais PROFUNDIDADE.
Tarde pra isso? Se ainda escrevo, e você ainda lê, não é tarde... ainda não!

P.s. Escrito numa tarde em que tive oportunidade de observar o meu (e o nosso) comportamento alucinado diante de uma rotina robotizada de trabalho e de nenhum resultado concreto o bastante para ter valido a pena... à  exceção da oportunidade de refletir e de escrever o texto acima e DESEJAR mudar, desacelerar... me (RE) HUMANIZAR, enquanto ainda posso.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A BORBOLETA

Pra compartilhar...


"Um dia, uma pequena abertura apareceu num  CASULO. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, enquanto ela se  esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

De repente, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Pareceu que ela tinha ido o mais longe que podia.

Nesse momento, o homem decidiu ajudá-la: pegou uma tesoura  e cortou o restante do casulo do qual saiu facilmente.

Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e suas asas estavam muito amassadas.

O homem continuou a observá-la, pois esperava que, a qualquer momento, as asas abrissem e esticassem para  suportar o corpo que iria se firmar a tempo.

Nada disso aconteceu! Na verdade,  a borboleta passou o resto da  vida rastejando num corpo murcho e com asas atrofiadas. Por isso, nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo como Deus fazia com que o fluido do corpo fosse para as asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo."
por muitas vezes, o esforço é, exatamente, o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar por nossas vidas sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados. Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido... nunca chegaríamos a "voar"...

(Texto extraído do jornal "O ESTADO DE SÃO PAULO" em 1º/12/2000 - Profª Elizabeth Prado)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

ABOMINAÇÃO

Por Mari Monteiro
Por vezes, tenho uma dificuldade imensa em encontrar definições curtas para sentimentos intensos. Mas, por ora, o termo "ABOMINAÇÃO" me parece razoável. Abomino muitas coisas. Se até uns dias atrás alguém  perguntasse: "O que você mais abomina no ser humano?" Talvez hesitaria, ficasse alguns segundos pensando numa resposta abrangente ou daria múltiplas respostas. Porém, HOJE, não hesito mais. Definitivamente, o que menos aprecio no ser humano é a "capacidade" (que achamos que temos) de JULGAR o outro; mais exatamente, de pré-julgar, julgar e condenar. Isso, quase sempre, feito à revelia, sem a análise da história que antecede um ato, um fato ou uma fala... O julgamento é feito com base em ínfimos recortes de uma existência inteira. Temos a infelicidade de esquecer (como disse Renato Russo) que "Todos tem suas próprias razões".  Não é à toa que tanto admiro (e cito sempre) a frase de Shakespeare: "Herege não é aquele que arde na fogueira, mas sim quem a acende." Não afirmo que seja fácil viver sem julgar, estamos por demais "contaminados" pelos vícios humanos... Mas, na medida do "impossível", tento viver de modo a não julgar e, consequentemente, a não condenar as pessoas... O que não me isenta de ser duramente julgada e condenada. Contudo, uma vez sabedores do quanto julgar é algo pernicioso, passamos a nos limitar a enfrentar os julgamentos (no sentido de ouvir a "sentença" dos falsos juízes , sentir uma dor profunda (porque isso dói!!! de verdade!), nos recolhermos no próprio casulo para curar as "feridas" e, depois, SERENAR e deixar que tudo mais seja revelado pelo tempo, pelas atitudes, (inclusive, dos próprios juízes) e dormir em paz. Hoje, muito provavelmente, farei isso ao som de "Metal contra as nuvens"...

"(...).Eu sou metal
Raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal
Eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal
Sabe-me o sopro do dragão

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra
Tem a lua, tem estrelas
E sempre terá."  





http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/metal-contra-as-nuvens.html#ixzz1PqTEkwsK

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AOS MEUS AMIGOS REAIS, IMAGINÁRIOS, ANJOS...

Por Mari Monteiro


Costumo contar aos meus alunos a história das "pessoas - lixa" para ilustrar as relações humanas, sobretudo, as relações conturbadas, permeadas de desrespeito, de agressividade (verbal, moral... e afins). Especificamente, neste momento da minha vida, sinto-me cercada por "lixas". Mas, desta vez, não são "meras lixas de parede"; são piores, mais perversas, porque julgam. E o julgamento (mais precisamente os pré-julgamentos, mesmo porque as "pessoas-lixas" sempre julgam sem conhecer a verdade) é uma das mais cruéis ações humanas. Para entender melhor isso, leiam "As maçãs do Sr. Pie Body", a versão de uma lenda indiana escrita por Madonna para o Mundo Ocidental. Retornando às  "lixas" que me cercam, não posso deixar de enxergar o lado bom de tudo isso (afinal, sou otimista por natureza, "mas que beleza!"rsrsrs) e agradecê-las. pois quando tudo isso terminar, cá estarei euzinha, mais macia e dócil do que sempre fui. Enquanto as lixas, ( pobres coitadas!), estarão velhas, rotas e desgastadas pelo atrito com meu corpo. E, então, meus amigos... tenham paciência, esperem que eu "deixe meu casulo" e lhes mostrarei minhas cores e minha gratidão estampadas no brilho dos meus olhos e expressas num abraço firme e suave.


Bjus de luz!!!

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♥♥♥ Ao meu paizinho amado ♥♥♥

Trecho do filme: "Do outro lado da nobreza"

Trecho do filme: "Do outro lado da nobreza"
“Cuidaremos um do outro (...). No Reino do Mar há um vale onde são guardadas as coisas perdidas da terra: reinos perdidos; posses perdidas; horas perdidas e amores perdidos. As pessoas vão até lá procurando atos e dias perdidos e ficam surpresas por encontrarem um pouco de juízo perdido, simplesmente, porque nunca deram por falta dele.”