Por Mari Monteiro
Às vezes, penso que vivemos breve demais, correndo demais... vivendo de menos!
Por que não nos demoramos nos olhares dos outros quando falamos?
Por que não pensamos mais sobre o que ouvimos? E sobre o que falamos?
Por que não ouvimos o som da nossa própria voz?Certamente, gritaríamos menos, falaríamos palavras menos ásperas e mais pausada e serenamente.
Penso também no último instante de cada um de nós. Como fazê-lo perdurar o bastante para um derradeiro olhar nos olhos de quem amamos? Impossível, creio.
Inevitável, assim, pensar que precisamos URGENTEMENTE viver com MENOS URGÊNCIA e com mais, muito mais PROFUNDIDADE.
Tarde pra isso? Se ainda escrevo, e você ainda lê, não é tarde... ainda não!
P.s. Escrito numa tarde em que tive oportunidade de observar o meu (e o nosso) comportamento alucinado diante de uma rotina robotizada de trabalho e de nenhum resultado concreto o bastante para ter valido a pena... à exceção da oportunidade de refletir e de escrever o texto acima e DESEJAR mudar, desacelerar... me (RE) HUMANIZAR, enquanto ainda posso.


