Quando tudo está muito complicado, estico minhas pernas, olhos para os meus pés calçados com um All Star surrado e penso "CERTEZA É O CHÃO DE UM IMÓVEL. PREFIRO AS PERNAS QUE ME MOVIMENTAM" (N. REIS)

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sábado, 1 de janeiro de 2011

ANO NOVO... ALMA NOVA!

Por Mari Monteiro
Sempre que um ano termina fica em mim a sensação de que poderia (teria a obrigação) de ter sido melhor: eu e as circunstâncias todas que me cercaram. Além disso, tem algo que me assusta: uma sombra do que passou. O que é bom, porque vai me lembrar do que não quero mais repetir; o gosto amargo do que desagradou meu estômago, cérebro e espírito. Sobre tudo que foi bom, tenho medo de esquecer, de ir se apagando feito escrita antiga feita a grafite. Do que foi por demais bom, mas que acabou (simples assim: acabou!), sinto como se despertasse de um sonho no qual estava protegida, num quarto quente e seguro, não estava sozinha, estava bem acompanhada, havia com quem conversar e colo para adormecer. E, ao desperta deste sonho, vejo-me  neste mesmo quarto; porém sozinha, sem calor, sem colo e sem ombro. Penso: "Que bom que fui capaz de sonhar!". Levanto-me, enfrento mais um dia, sorrio mesmo para os hipócritas (não nos iludamos, nem todos são tão bons amigos assim) e, quando anoitece, faço questão de sonhar antes de dormir... Levarei muitos sonhos bons para 2011; sonharei outros ainda mais belos, mas, não me engano. Os pesadelos espreitarão e me assustarão. E eu, com minha fé e insistência que beiram a insensatez, os exorcizarei da minha vida; pois prefiro meus sonhos quentes e aconchegantes, ainda que sinta o frio do mármore a tocar meus pés ao acordar... eles renovam minha alma! 

Feliz 2011!
Feliz alma nova!

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♥♥♥ Ao meu paizinho amado ♥♥♥

Trecho do filme: "Do outro lado da nobreza"

Trecho do filme: "Do outro lado da nobreza"
“Cuidaremos um do outro (...). No Reino do Mar há um vale onde são guardadas as coisas perdidas da terra: reinos perdidos; posses perdidas; horas perdidas e amores perdidos. As pessoas vão até lá procurando atos e dias perdidos e ficam surpresas por encontrarem um pouco de juízo perdido, simplesmente, porque nunca deram por falta dele.”