
"Um dia, uma pequena abertura apareceu num CASULO. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, enquanto ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
De repente, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.
Pareceu que ela tinha ido o mais longe que podia.
Nesse momento, o homem decidiu ajudá-la: pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo do qual saiu facilmente.
Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e suas asas estavam muito amassadas.
O homem continuou a observá-la, pois esperava que, a qualquer momento, as asas abrissem e esticassem para suportar o corpo que iria se firmar a tempo.
Nada disso aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da vida rastejando num corpo murcho e com asas atrofiadas. Por isso, nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo como Deus fazia com que o fluido do corpo fosse para as asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo."
por muitas vezes, o esforço é, exatamente, o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar por nossas vidas sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados. Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido... nunca chegaríamos a "voar"...
(Texto extraído do jornal "O ESTADO DE SÃO PAULO" em 1º/12/2000 - Profª Elizabeth Prado)