Por Mari Monteiro
Não se deixe enganar pelo título desta crônica. Quando tenho razão, posso argumentar durante a noite toda. Porém, existem algumas regras: se ouvir um grito, paro imediatamente a conversa (os argumentos devem ser forte e não o tom de voz); minha paciência para ouvir é imensa (sou praticamente a versão feminina de Dalai Lama... hhahahha); mas não cometa injustiças perto de mim... viro bicho (um bicho educado; mas que não deixa nada barato... e nem pra depois). Costumo dizer que tudo que não EXPLODE, IMPLODE. Então, quando sinto algo injusto ou por demais arrogante e descabido, se eu não disser, literalmente, vomito. Acho mesmo que isso é uma ordem que meu cérebro dá ao meu estômago: " NÃO ENGULA ISSO!"
Mas, nem sempre brigo pela minha razão até o fim. Há coisas infinitas mais VALIOSAS do que ter razão. Então... às vezes, eu cedo. Aprendi isso a duras penas, sentindo arrependimentos (um dos piores sentimentos que podemos sentir, porque o que está dito já era...). Então, agora, quando percebo que vai dar merda... que vou chorar pelo leite derramado... interrompo minhas argumentações. Em certos casos, por amar demais quem está falando comigo; em outros, porque a pessoas tem tantas VIRTUDES, que não valeria a indisposição e o desconforto.
Enfim, sempre que tiver que optar entre a razão e a felicidade, não pensarei duas vezes! Mesmo porque já tive provas de que , na maioria das vezes, é só uma questão de tempo... para provar minhas (suas) teorias. E, finalmente, aprendi também que o SILÊNCIO GRITA MAIS ALTO QUE QUALQUER ARGUMENTO. E tem mais. A gente aprende, com o tempo, a argumentar apenas com um olhas mais demorado...

Nenhum comentário:
Postar um comentário