Por Mari Monteiro
Mais uma noite de chuva. Porém, hoje está diferente, mais escuro e mais triste.
Caminho, a passos lentos, de volta pra casa. Tudo está estranho, realidade distorcida. Apenas o vento me é familiar.
Antevejo mais uma noite de silêncio e de pensamentos inquietos, que rondam em busca de respostas lógicas e só o que tenho são frágeis conjecturas.
Penso em fazer uma oração para extirpar o medo!
Peço que esta noite revele toda a magia que o dia escondeu, que meu sono seja marcado por sonhos bons, para que eu possa evocá-los a qualquer tempo. Sonhos que, no abstrato onírico, me apontem uma realidade amena e não muito distante. Que tragam alguém capaz de reconhecer cada pequeno gesto de afeto e cada olhar que anseia por companhia.
Para além desta noite escura, que nossas almas se juntem, trazendo para os corpos sensações de descanso e conforto. Que pela manhã nossos corpos possam, ainda, sentir o calor dos abraços entrelaçados, passados.
Além desta noite escura, tudo é luz. Carregamos em nós o tremor do prazer de termos estado juntos. Nossos olhares transbordam contentamento e paz de espírito. Abrigamos outros olhares e, a despeito do tempo e da distância, estamos bem assim... aqui!
(Texto originalmente escrito por mim em 17 de fevereiro de 1997 e revisitado em 09/07/2009)
Nenhum comentário:
Postar um comentário